Capítulo 12- Vontades Opostas

Simplesmente não consigo mais chamá-la de historia sem nome! Então, colocarei os capítulos e quando encontrar o nome adequado atualizo tudo!

Como de costume, anteriores aqui.

 

Capítulo 12: Vontades Opostas.

 

“Nossa. Parece que passei o dia inteiro na praia. Essa sensação de sobe e desce… de vai e vem é tão boa…

Não me lembro de ter trocado o amaciante esses dias… meu lençol está com o cheiro diferente…

Acho que deixei a janela aberta…

Ai meu Deus!!!”

Foi nesse momento que o corpo de Meg começou a gelar de dentro pra fora. E, de repente, sentiu-se completamente acordada.

Tomou consciência que estava deitada e abraçada a Evan que por sua vez a mantinha junto a seu corpo com seu braço passado por suas costas terminando com a mão em sua cintura.

Ele respirava por cima de sua cabeça, fazendo-a esfriar e esquentar a medida que ele inspirava e expirava.

Notou que ele a havia coberto com uma manta quentinha embrulhando-a como ela normalmente fazia quando estava em casa, ficando como se estivesse dentro de um casulo.

Percebeu que o cheiro que sentia era o cheiro dele. Associaria aquele cheiro amadeirado a ele de agora em diante.

Enquanto Meg seguia sem saber se ia pra longe de Evan de uma vez ou se esperava ele acordar, sentiu que ele dava aquele suspiro de quem estava acordando.

Continuou fingindo que dormia enquanto sabia que ele a analisava. Sentiu os dedos dele afastando a franja que caia em seu rosto de forma suave. Decidiu que já estava mais do que na hora de acordar.

Simulou um espreguiçar e até mesmo um bocejo, quando afastou-se de Evan sentando-se no sofá. Estava de costas pra ele e com muita vergonha de virar.

-bom dia. – Evan foi logo falando e obrigando Meg a virar-se.

– bom dia, Evan. Acho que não foi muito boa a ideia de ver filmes ontem.

– talvez eu discorde de você. Eu gostei. E muito.

Ficando em pé, Meg “testou” as condições de seu pé e viu que estava tudo ok. A dor havia passado e conseguia andar sem mancar.

Evan a convidou para tomar café da manhã, ao que ela aceitou desde que não fosse nada sofisticado. Acabaram comendo cereal com leite e, logo depois, Evan entrou em seu costumeiro conversível para levar Meg para casa.

Atravessaram a cidade em silencio. Evan sabia que aquelas horas foram embaraçosas para Meg. Sabia o que já tinham contado para ela e sabia ainda mais das conseqüências do que aquelas informações causariam nela. Tudo bem que ela reagiu bem melhor do que espera. Na verdade, esperava que ela nunca mais quisesse se quer olhar para ele. Mas ela disfarçava bem o seu desconforto. E ele tinha a impressão de que ela o via além das fofocas que, tinha que admitir, em partes eram verdadeiras.

Tinha vontade de não deixá-la sair de sua casa, queria passar o resto do dia com ela e com suas piadas nerds e humor distorcido tão pouco comum nas mulheres que conhecia.

Como tinha sido difícil controlar-se na noite anterior! Vê-la ali dormindo bem a seu lado e não poder fazer nada. Na verdade, a única coisa que fez foi colocar meias quentes, quando sentiu que os pés dela estavam gelados, e depois enrolá-la em um cobertor, já que tremia com o frio. E, quando menos esperava, ela moveu-se e encostou-se em seu braço. A vontade instantânea era de levá-la mais uma vez no colo até o quarto mais próximo. No entanto, conseguiu contentar-se em dormir no sofá abraçado-a.

Os dois seguiam em silêncio escutando as musicas que tocavam em uma estação qualquer.

Meg pensava em como tinha acabado dormindo na casa de Evan quando o plano era ficar o mais longe possível dele. Por mais que soubesse que existia uma possibilidade remota de ele não ser como Bia havia contado, não podia ser confundida como mais uma de suas conquistas. Tinha lutado muito para conseguir chegar aonde chegara para pensarem que tinha passado pela  “aprovação” do herdeiro da companhia.

Contudo, sabia que se realmente não quisesse passar a noite ali não teria se entregado a dois copos de vinho e teria insistido para que ele a levasse embora. Não seria tola em negar que a sensação de acordar ao lado dele não havia sido boa, mas aquilo não voltaria a acontecer.

Isso poderia controlar.

Ao menos era o que achava.

Depois de passarem todo o caminho em silêncio, pararam em frente ao prédio  em que Meg morava.

Despediram-se da forma mais atrapalha que dois adultos poderiam fazer: esbarrando-se em movimentos de cabeça, confusões com o cinto de segurança e por fim, Meg esquecendo toda a boa educação e não o chamando para entrar.

Após ver o carro virar a esquina, ela seguiu para seu apartamento. A primeira coisa que fez ao entrar, foi verificar as chamadas em sua secretária eletrônica.

Foram deixados três recados: um de sua mãe perguntando onde estava , porque não tinha dado noticias ainda essa semana e se lembrava que ainda tinha pais. O outro era de Ana, dizendo que acabara de encontrar passagens em promoção e que estava chegando no fim de semana seguinte. O terceiro era de seu pai, perguntando apenas se estava tudo bem.

Partiu então para a segunda verificação. Quando pegou seu celular, que tinha deixado em casa, a quantidade de chamadas eram ainda maiores. Eram 10 ligações perdidas de um numero desconhecido e uma mensagem.

“ sinto muito!”

Esse era o texto da mensagem. Meg não se lembrava daquele número, e acabou chegando a conclusão  que deveria ser engano, porque todos que tinham o numero de seu celular também tinham o da sua casa, e em todo o caso, todos sabiam que ela não gostava de receber mensagens nem tão pouco de responde-las.

Apagou a mensagem e as ligações e como estava estranhamente cansada, decidiu passar o resto do dia deitada. Carregou dois livros para a cama e algumas revistas e aproveitou a tranqüilidade do resto do fim de semana.

 

 

 

 

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Sobre o autor

Sofro de transtorno bipolar... Eu acho. rsrs sou meio doida, meio normal (aquela velha história de metade cheio ou metade vazio). Adoro ler, adoro cinema, adoro chocolate, adoro escrever. Há quem diga que até levo jeito. Tem gente que gosta de mim e do que escrevo. Tem gente que me odeia e mesmo assim, sem assumir, adora o que eu escrevo hehe. Sou convencida e tímida. Sou de câncer (se alguém se liga nessas coisas). Sou ouvinte, mas pouco falo. Sou simples e sou confusa. Pois é... sou Odyle

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