Oi gente!

Antes de deixar vocês com mais um capítulo, vou avisando que quase temos um nome para a história da Meg e do Evan.

Para não colocar “Historia quase com nome” deixarei para definir isso mais pra frente!

Como de costume, capítulo anterior aqui!

 

Capítulo 9: Na toca da raposa.

 

            “Ele tem que estar em todos os lugares?”

           Meg estava fazendo uma coisa que nunca fazia, mas precisava estar em algum lugar que supostamente Evan não estaria: estava correndo no parque que ficava a bons quilômetros de sua casa e da empresa. Certificou-se, perguntando aqui e ali, que ele corria na esteira que ficava dentro da academia que ficava em sua casa. Chances praticamente negativas de encontrar com ele.

          E sim, ela estava fugindo de Evan desde a conversa que teve com Bia no escritório. Aquela historia não tinha descido bem e não se sentia confortável de encontrar com ele, pelo menos por enquanto.

          Mas fugir de encontrar com ele era praticamente impossível.

          Teve, numa simples semana, quatro reuniões. Conseguiu sair ilesa até a segunda inventando que estava ocupadíssima, mas na terceira logo veio a pergunta derradeira:

         – Meg, é impressão minha ou você está evitando falar comigo?

         – Eu? Que é isso Evan, é que está tudo meio acumulado… então, eu realmente preciso ir. – e, depois de mentir descaradamente, foi para sua sala andando o mais rápido que seus saltos lhe permitiam.

         Na ultima reunião não teve escapatória. Ele foi caminhando junto com ela, entrou em sua sala e sentou na cadeira em frente a sua.

        Conseguiu esquecer por alguns momentos das imagens intrusas referentes ao “outro lado” de Evan e conversar com ele como faziam antes. Mas só até Bia entrar na sala e lançar aquele olhar de “eu não acredito que estou interrompendo alguma coisa”  e a tão eficiente secretária inventar que tinha algum telefonema ultra-mega-super urgente para Meg.

        O alívio veio na sexta feira quando não encontrou com ele. Tudo bem que foi só porque ele estava numa reunião externa e ela não ousou sair da sala por mais que alguns minutos, para ir ao banheiro, por exemplo.

         Evitava olhar muito através de sua “parede”. Ver todas aquelas mulheres e tentar imaginar com quem ele já tinha… saído, não era um exercício saudável.

           Então, lá estava Meg tentando correr, ficar cansada e parar de pensar.

            Se tinha uma coisa que não gostava era de correr, de academia, ou de qualquer coisa que passasse perto de exercício físico. O sedentarismo só não era completo porque gostava de dançar e até fazia aulas. Mas era só.

            No entanto, esquecer alguma coisa que lhe perseguia, e não é figura de linguagem, não era nada fácil.

            E lá estava Evan. Correndo atrás de Meg e chamando por ela, que poderia facilmente usar a desculpa de que não tinha escutado devido a música alta que vinha dos fones em seus ouvidos ( ele não precisava saber que a playlist havia acabado), mas estava ficando cansada de correr, e ele corria todos os dias e ela estava ficando sem forças nas pernas,ou parava agora ou seria parada por seus joelhos batendo no chão.

             Parou de uma vez e claro que Evan não teve tempo o suficiente para prestar atenção e coordenar seus movimentos para que parasse também.E foi assim que os dois foram parar no chão cheio de folhas do parque. E como nada na vida é muito fácil, Evan estava com os dois braços ao lado da cabeça de Meg apenas mantendo seus rostos separados.

            – Poxa! Você bem que podia ter dado um toquinho no freio antes de parar. É assim que acontecem as batidas traseiras.

            – Mamãe! Mamãe! O que eles estão fazendo? Porque eles estão assim deitados no chão? – uma menininha de não mais que sete anos estava puxando a barra da blusa da mãe e apontando para os dois deitados.

            – Não sei filha, mas eles deveriam deixar pra fazer o que quer que seja em casa! – respondeu a mãe em tom recriminatório para Evan e Meg que o empurrou de cima voltando a respirar livremente.

            Evan estendeu a mão para que Meg apoiasse, ao que ela aceitou. Como tinha ido correr de shorts acabou arranhando os joelhos.

            -Maravilha! – bufou ela.

            – Tem umas folhas no seu cabelo- Evan foi logo tirando – me lembro bem, Meg, de você ter me dito que não gostava de esportes mas, pela velocidade em que estava correndo, acho que você andou praticando.

            – uhum… E você? O que faz por aqui? Fiquei sabendo que você só corria na esteira.- falou irritada, mas assim que deu bandeira falando que tinha perguntado sobre ele, arrependeu-se.

            -Ah, então você não fala comigo, mas pergunta de mim por ai?

            -Como assim não falo com você? – Meg revirou os lhos para ser mais enfática enquanto saia mancando, passando pelas macieiras que cercavam o parque indo em direção à rua. – é claro que falo com você! Essa semana mesmo tivemos reuniões quase todos os dias.

            – Você sabe bem que não estou falando disso.

            Meg deu de ombros – e fez uma cara feia ao ver que tinha arranhado ele também – e continuou andado.

            – Vamos, meu carro está bem ali.- e quando viu que ela ia negar continuou- se você não está me evitando, não tem porque negar. Além do mais, estamos do outro lado da cidade, nenhum taxi vai querer levar você a qualquer lugar suja como está.

            Evan sabia que ela não ia negar, ainda mais quando a desafiou, e sabia também que tinha razão quanto ao taxi.

            Meg deixou seus ombros caírem e deixou-se guiar por Evan até o carro.

            Chegando ao estacionamento,  procurou o conversível que sabia ser o carro dele e não o encontrou. No entanto, viu Evan junto a uma moto grande. Provavelmente valia mais que o somatório dos seus salários durante um ano inteiro.

            – O que? Você disse CARRO. E não essa coisa! Não vou andar disso não!

            – Não fale assim, Meg! Ela tem sentimentos. Vamos, pegue o capacete.

           – Nem pensar!!! Não ando nem de bicicleta, quem dirá de moto!

           – É isso ou 25 km andando até a sua casa.

           Meg não tinha escolha. Pegou o capacete e acomodou-se atrás dele.

          -Acho bom você segurar em mim. Sabe como é esse transito, né?

          Meg colocou as mãos ao lado do corpo de Evan, mas foi só até ele dar a partida. Depois disso ela se agarrou a ele e fechou os olhos. Não sem antes fazer uma anotação mental de nunca mais ir aquele parque. Iria tentar esquecer as coisas em casa mesmo.

         Mas seus pensamentos foram interrompidos quando percebeu que estava agarrada a Evan. Sim, todo o seu corpo encostava ao dele. Das suas mãos, hora espalmadas em seu abdômen hora agarrada em sua camisa azul, até as suas coxas que pressionavam as dele a cada curva. Era impossível não sentir o cheiro do perfume dele, mesmo estando com o capacete.

         – Meg, chegamos.

         – Não, não chegamos. Essa não é a minha casa.

          – Não, não é a sua casa. Mas é a minha – falou ele levantando uma sobrancelha.

          – Ok. Ok. Muito bonita a sua casa. Agora pode me levar a até a minha.

         – Claro que vou levar você para a sua casa! O que achou? Que estava sequestrando você? – quando Meg ia começar a protestar ele continuou- primeiro, vou cuidar dos seus ferimentos depois, levo você em casa. De carro dessa vez! Fica bom assim?!

         – E tenho escolha?

         – Pra falar a verdade, não!

          Estou na toca da raposa! Foi o único pensamento que Meg teve naquele momento. No lugar de fugir, tinha ido parar no lugar que menos esperava.

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Como bônus, vai um pedacinho do capítulo 10?

                – Corujas coloridas?

                – Algum problema? Eu gosto!

                – Problema algum. Mas pelo jeito como correu hoje, esperava encontrar vários Papa léguas. 

 

 

 

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Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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