Nem demorei muito, né gente? ^.^

Vamos a mais um capítulo da Meg e do Evan?

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Capítulo 10: Caindo

 

 

Então, é aqui que ele se esconde!

A visão que tinha da casa ainda sentada na moto, era impressionante.

Imaginava Evan num apartamento amplo em uma cobertura chique da cidade, mas não em uma casa como aquela, no meio do nada e com quase todas as paredes de vidro.

Tudo bem! Não era no meio do nada, na verdade ficava a 15 minutos da barulheira e poluição da cidade, mas perecia mesmo que estava no interior. A calma daquele lugar era impressionante.

– Meg, você tem que descer primeiro…

Meg foi logo escorregando pelo assento da moto e, só quando encostou o pé no chão, notou o quanto ele estava doendo.

– Ai! – sinalizar que tinha sentido dor foi inevitável.

– O que foi? – Evan logo desceu da moto e olhou para meg examinando-a.

– Não foi nada. Nadinha.

– Então vamos lá dentro limpar os seus joelhos. – Meg ficou meio esverdeada ante a necessidade de dar alguns passos até a entrada da casa.

– O que foi Meg? Ta doendo tanto assim? – foi nesse ponto que viu o tornozelo inchado. – ainda bem que a trouxe aqui.

O que veio depois, Meg não poderia ter previsto. Evan a pegou nos braços e estava indo para a porta.

– Evan, isso é desnecessário. Pode me colocar no chão. EVAN!!! ME-COLOQUE-NO-CHÃO!!!!

Na verdade o que mais a incomodava era a aproximação dos dois corpos. Aquele contato excessivo entre os dois, além do fato dele poder ver o quanto estava sem graça com a situação, a incomodava

– Pronto! – Evan a colocou sentada no sofá da sala de TV.

– Realmente! Desnecessário isso. – Meg tentou se levantar e ao não conseguir, desabou no sofá novamente.

Evan apenas sorriu e saiu por um dos corredores que deveria dar acesso a algum lugar desconhecido da casa.

Foi ai que Meg conseguiu olhar ao redor. Era uma sala de TV que cabia o apartamento em que morava inteiro. O que mais gostou foi da estante cheia de DVD’s, livros e CD’s que ocupavam uma parede inteira. Vários daqueles filmes estavam na lista de preferidos dela. Alguns daqueles livros já havia pegado na biblioteca. E aquela estante combinava bem mais com a idéia que Meg fazia do Evan do que a de “troféus” que Bia falou.

O sofá era grande e confortável, mas não deu tempo de terminar de examinar o local porque Evan logo voltou.

– Como não sei onde as coisas ficam nessa casa sem a ajuda da Dona Ana, coloquei um pouco de água quente na banheira e tem gelo lá perto pra ver se seu pé melhora um pouco. Qualquer coisa, levo você ao hospital.-  ele falava com ele mesmo mas do que com ela. E já ia colocando-a no colo novamente.

– Nem pensar! Nem tente me colocar no colo mais uma vez. – quando viu que não daria conta em andar só, continuou – mas não precisa ficar tão longe, posso, quem sabe, precisar segurar no seu braço.

Era bem verdade que Meg deixou-se carregar por Evan. Assim que encostou nele, ele passou a mão em sua cintura e sustentou a maior parte de seu peso.

Logo chegaram à porta de um quarto que ela percebeu ser de hospedes já que a decoração era impessoal. Passaram pela cama e entraram no banheiro que era quase do tamanho do quarto.

Evan fez Meg sentar na beira da banheira e ajoelhou na frente dela.

Quando Meg fez menção em retirar seu tênis usando seu outro pé, ele a deteve.

– Deixa que eu tiro pra você, Meg.

Quando as mão dele tocaram sua perna, sentiu um breve formigamento. Elas eram quentes e quase davam a volta em seu tornozelo. Quando finalmente se viu livre do calçado, Evan olhou para suas meias e com sua característica sobrancelha levantada e meio sorriso logo comentou sobre elas.

– Corujas coloridas?

– Algum problema? Eu gosto!

– Problema algum. Mas pelo jeito como correu hoje, esperava encontrar vários Papa léguas.

– Muito engraçado, você! – ela conseguiu virar e colocar os pés dentro da banheira.

Evan sentou-se ao lado dela com pés ainda calçados.

– E então, quando você vai me contar o que aconteceu?

– Não aconteceu nada Evan. Você, mesmo depois de falar que eu o estava evitando, foi até a minha sala, conversou comigo. Está tudo bem! – e quando viu que ele ia insistir, continuou – Vamos fazer o seguinte então: o que quer que tenha acontecido não importa mais. Você ficou imune após cuidar do meu pé. Ok?

– Só quero que entenda uma coisa Meg: as pessoas falam mais do que deveriam.- vamos, hora de colocar o gelo.

Meg fez o mesmo movimento girando com os pés levantados para colocá-los fora da banheira. Esperava que funcionasse essa coisa de colocar o pé na água quente e depois na água fria. Seu pé latejava e já pensava seriamente em pedir algum comprimido. Não gostava de água fria, mas gostava menos ainda de sentir dor.

Foi quando ia fazer o movimento novamente para colocar os pés dentro da banheira que aconteceu.

Evan foi tentar ajudar, mas era tarde demais.

Nesse movimento de gira pra lá, gira pra cá a beira da banheira onde Meg estava escorando a mão ficou molhada e foi exatamente onde estava molhado que escorou a mão na hora de girar.

Quando viu o que ia acontecer, Evan tentou segurar a mão de meg, mas no lugar de salvá-la do banho acabou sendo puxado para dentro da banheira.

Meg caiu sentada e Evan, com as costas na água.

Os dois começaram a rir compulsivamente.

Meg pensava como aquilo poderia ter acontecido. Os dois caindo juntos pela segunda vez no mesmo dia.

– Anda Evan! Levanta!!! Preciso de uma toalha!!

Ele ficou sério antes de fazer uma proposta que Meg achou tentadora, mas que precisava negar.

– Você já ta molhada Meg. Eu vou lá fora, separo uma roupa pra você e trago toalhas. Aí, você fica pro jantar…

– Evan… eu, eu não posso ficar…

– Olha que não cozinho tão mal assim.

Era difícil resistir aquele sorriso. Principalmente quando ele estava se aproximando de seu rosto daquela forma. Quando percebeu o que Evan pretendia, apressou-se em concordar.

– Tudo bem! Agora, vai lá pegar a toalha! Anda!!! – falou expulsando-o da banheira.

Ela precisava negar, mas isso não significava dizer que ela iria resistir. Por algum motivo, sua força de vontade pulava pela janela todas as vezes que Evan entrava.

Mas, por fim, estava ali submersa em espuma. Tentando aproveitar cada minutinho. Em seu apartamento, não tinha espaço para banheira, mas aquele momento a fez lembrar-se do apê que dividia com Max. Mesmo sendo daquelas em que o chuveiro fica “dentro” da banheira, ainda era possível relaxar.

Lembrar de Max a deixou melancólica, fazia muito não pensava nele. Tinha até começado a esquecer o que tinha acontecido. Já fazia dois meses que havia se mudado. As coisas aconteciam tão rápido por ali, que parecia até mais.

Foi arrancada de seus pensamentos quando escutou aquele toque ritmado na porta. Era Evan querendo entrar, provavelmente para entregar a toalha e as roupas.

Certificou-se que a espuma cobria todo seu corpo antes dele abrir a porta.

Evan olhou para a banheira e viu Meg coberta de espuma. Sabia que associaria o perfume de jasmim a ela daqui pra frente.

– Aqui estão. Roupas e Toalha. Consegue se levantar sozinha? O pé não dói mais? Se quiser, posso ajudar.

– Consigo sim. Pode ficar tranquilo.- falou Meg revirando os olhos. Sabia bem o que ele pretendia. Mas, ao menos isso, não ia deixar que acontecesse.

– Ok, qualquer coisa to aqui na porta.

Foi bem difícil de levantar da banheira, escorregou umas duas vezes já que estava escorando em um único pé.

Conseguiu terminar seu banho e de vestir as roupas que evan tinha separado: uma calça de moletom e uma camisa preta com “star trek” estampado em letras grandes na frente. Quando foi pentear os cabelos, teve que limpar um pouco o espelho que tinha ficado embaçado. Tentou secar o cabelo ao máximo com a toalha e como ele não era acostumado aquele pente (sim, o cabelo de Meg era temperamental) decidiu jogar os cabelos pra frente e para traz, como em um show de rock, e decidiu que estava bom.

Ao sair finalmente do banheiro, o quatro estava vazio, mas escutava uma música suave  que logo reconheceu. Foi apenas seguir o som e o cheiro de ervas que vinha de algum canto da casa e encontrou Evan que estava vestido quase como ela, não fosse o avental amarrado a cintura.

Viu também que tinha duas taças já com vinho sobre o balcão que ficava no centro da cozinha, um estava meio vazio e o outro intocado.

– Encontrou o caminho? – ele não tinha virado para ver que ela tinha chegado e isso a pegou de surpresa. – espero que goste do vinho.

“Isso será, no mínimo, estranho”

Meg nem sabia o quanto.

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Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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