Pode conter spoilers. Leia por sua conta e risco.

 

Há um tempinho falei pra vocês que iria ver o filme “somos tão jovens” que é uma biografia do começo da carreira do Renato Russo. Lembro até de ter dito que iria na estreia.

Bom, não deu pra ir na estreia, mas acabei de sair do cinema e vim aqui contar pra vocês.

Mas, antes de tudo, gostaria de falar sobre os trailers que passaram antes do filme em questão.

Primeiro confesso, envergonhada, que nunca assisti a um filme nacional no cinema. Sim, tenho um enorme preconceito com filmes brasileiros por um motivo bem simples e logo vocês irão entender.

O cinema nacional como me lembro ( é uma visão minha, que fique claro) é bem “quadradinho”. Explico: ou são filmes com uma temática nordestina – o auto da compadecida, lisbela e o prisioneiro – e aqui destaco que gosto de ambos, ou é algum filme mostrando as favelas e mazelas que assolam as favelas/presídios – tropa de elite 1,2(ainda bem que não fizeram como a sequência de velozes e furiosos), cidade de Deus, cidade dos homens, Carandiru- todos carregados de palavras de baixo calão, digamos assim. Não podemos esquecer daqueles bobões que não irei exemplificar ou o post não acabará “hoje”.

Claro, ainda restam as comedias românticas que, infelizmente, não tem a mesma visibilidade que estes citados a cima. O que é uma pena.

No entanto, acabamos de inaugurar mais uma categoria: os musicais. Sim, como  Cazuza, Dois Filhos de Francisco e Somos tão jovens. Não vou aqui colocar os fatos em ordem cronológica, é apenas uma breve enumeração.

Porém,o que mais me deixou animada é a “safra” de bons filmes nacionais que está por vir. Filmes que, decerto, valerão o meu rico dinheirinho.

Como sei disso? Todos os trailers que passaram antes de começar o filme (calma! Já falo dele) foram todos de filmes nacionais: Tem filme de personagem que saiu da novela “Giovanni Improtta”, tem Heloísa Périssé,  que finalmente se libertou do carma de Xuxa, em “Odeio o dia dos namorados” e o outro que passou foi “ Faroeste Caboclo” ( deste eu já falei e falarei novamente quando o assistir, tudo a seu tempo).

Vamos ao que interessa.

Somos tão jovens é complexo e simples, denso e leve. Contrapontos comuns nas músicas de Renato.

Saber um pouco mais sobre a vida dele, conhecer como a Legião começou, como o aborto elétrico começou e da historia de tantas outras bandas que são costuradas na historia da Legião Urbana.

Ao ver o filme, me tornei nostálgica de uma coisa que não vivi (nasci em 1986). Queria ter ido aqueles shows nas quadras aqui de Brasília. Sei que seria fã, como sou hoje, dessas bandas.

Sentada em minha cadeira no cinema, foi quase impossível não cantar as músicas junto. Como escutar “eu sei” e não cantarolar?

Ao mesmo tempo, lembrei de como as músicas atemporais da Legião fizeram parte da minha vida – lembro quando meu pai quase enlouqueceu quando coloquei na cabeça que iria aprender a cantar os quase 10 minutos de “faroeste caboclo”- e da das minhas irmãs que são mais velhas que eu (15, 13 e 7 anos mais velhas) e vejo como faz parte, hoje, da playlist da minha sobrinha de 16 anos ( quer música mais apropriada do que “tédio com um T bem grande pra você” em pleno ano de uma vestibulanda?). São poucas as bandas, cantores, compositores que conseguem passar por tantas gerações deixando marcas, mantendo ou modificando o sentido de sãs canções.

Descobrir como e quando as músicas foram compostas. Uma viagem por um tempo que não vivi, mas um dos mais ricos, musicalmente, do nosso país (podemos ver pelas regravações constantes).

Como não saborear as palavras ou trechos das canções ditas de forma displicente entre conversas no enredo do filme?

Posso afirmar que “somos tão jovens” entrou para o time dos filmes mais surpreendentes do ano e merecerá entrar para a minha singela coleção de DVD’s.

Palavras de uma fanática pela banda, talvez.

Mas, opinião sincera, com toda certeza.

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Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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