Sem muitas conversas hoje! rsrs 

Vamos a mais um capítulo?

Como de costume, capitulo anterior aqui.

Espero que gostem !

 

 

Capítulo 7: Evan  e o Sr. Medeiros

 

“São, ao menos, 150 pessoas nessa sala. Como ele pode saber o nome de todos? Eu nem mesmo sei o nome de todos os meus primos!

Tenho certeza que aquela ali esqueceu de colocar a parte de baixo da roupa hoje. E precisa de debruçar desse jeito sobre a divisória?!”

– Senhora Alves, este é o Sr. Gomes. Nosso funcionário mais antigo. Conhece toda a nossa história…

Evan interrompeu toda a análise crítica que Meg fazia sobre a Senhora Oferecida, apresentando o ultimo funcionário do setor.

O Sr Gomes parecia com aqueles velhinhos que se tem vontade de chamar de avô. Quando Meg entrou na empresa, em sua cidade, não teve esse tipo de apresentação. Mas podia ver o quanto era importante para Evan e para os funcionários esse tipo de ação. Os fazia sentir que eram parte da empresa.

Após cumprimentar o Sr. Gomes, Meg seguiu Evan até a parede mais próxima. Que na verdade, Meg veio a notar, não era uma parede normal, mas sim uma parede de vidro escuro, daqueles que só se consegue ver da parte de dentro.

– E esta é a sua sala.

Evan abriu a porta, que se distinguia do resto por ter uma plaquinha de metal já com o nome de Megan na porta, e fez com que ela entrasse primeiro.

Meg entrou como uma criança com medo do que encontrar. De repente, tudo aquilo era muito inusitado. Não sabia o que esperar. Na verdade, esperava uma salinha meio claustrofóbica.

E a sala era grande. Talvez até um pouco maior do que a do próprio Evan.

Também tinha uma vista magnífica de uma enorme janela de vidro que deixava toda a luz do dia entrar e permitia ver a cidade à noite. De formato retangular, o espaço abrigava uma mesa com computador todo aquele arsenal de escritório com uma cadeira enormemente confortável. Já do lado esquerdo da porta estava uma bela mesa de madeira, em formato oval, num estilo antigo, mas com cadeiras modernas e coloridas e, na parede, uma estante que ia do teto ao chão de um lado a outro da parede. Nela, já estavam alguns livros de marketing, administração e outros temas que pudessem influenciar em seu trabalho.

Meg estava encantada com tudo aquilo e louca pra começar a trabalhar.

– É, acho que você gostou da sala.

Evan tinha  sido esquecido por Meg que, enquanto andava de um canto a outro da sala, estava escorado na parede ao lado da porta.

– É perfeita. Acho que dá pra ter algumas ideias aqui.- brincou ela, sentada de sua mesa.

– Bom vou deixar você em sua nova sala. Qualquer coisa tem um mapa na gaveta da direita. Café na segunda sala a esquerda e a Bia em qualquer lugar. Ela tem essa coisa meio “deus” de estar onipresente… – lá estava o Evan da piscina. – e se nada funcionar, ainda tem a sala do outro lado, pode aparecer por lá a qualquer momento.

– Obrigada Sr. Medeiros e me desculpe… bem, me desculpe por minhas palavras de hoje cedo.

– Não se preocupe. Foi… divertido ver sua reação.- e segurando a maçaneta, completou –  costumamos almoçar aqui no restaurante, está convidada a se juntar a nós.

Enquanto ele passava por todas as baias fazendo todo caminho de volta até sua sala, Meg acompanhava seus passos. A vantagem de se ter vidros no lugar das paredes era este: poder ver todo o setor sem ser vista. Pode ver, inclusive, a Senhora Oferecida correr até o Evan para perguntar sabe-se lá o que.

Mesmo ainda se acostumando à nova sala, Meg conseguiu situar-se quanto ao trabalho feito por seu antecessor e marcar algumas reuniões para os dias seguintes.

A manhã passou rapidamente, a ponto de se surpreender ao notar que já passava do meio dia.

Evan não havia mentido quanto ao mapa na gaveta. Ele existia mesmo. Não pode evitar seu lado nerd de lembrar-se de um livro que havia lido quando criança, em que o personagem tinha um mapa que mostrava todas as passagens da escola em que estudava. E foi com o mapa deixado na gaveta que conseguiu chegar até o andar do restaurante. Meg costumava sentir orgulho do seu senso de direção quando muitas de suas amigas não conseguiam sair de uma loja no shopping e saber para que lado seguir sem voltar de onde já tinha vindo.

Como tudo naquele lugar, o restaurante era grande, extremamente organizado e dividido por cozinhas diferentes. Cada uma responsável por um tipo de comida. Assim ficava fácil entender o porquê a diretoria comia junto com os demais funcionários.

Mas, primeiro dia na empresa é como primeiro dia na escola. As pessoas se aglomeravam em mesas de dez cadeiras e pareciam divididas em tribos: as Senhoras Oferecidas de um lado com seus conjuntinhos justos e decotados, os baladeiros com suas caras cansadas e copos de café e energético, mesmo ao meio dia, do outro lado e o pessoal da TI agarrados em seus tablet’s e copos de café. Aquilo era bem estranho, se sentia num filme da sessão da tarde.

Por sorte, avistou Evan e ele logo acenou para que ela sentasse com ele. Passou por um dos balcões, pediu seu almoço (sushi, claro) e seguiu para juntar-se a ele.

Obviamente, não pode deixar de notar os olhares enquanto atravessava o restaurante até a outra ponta do salão. Ao sentar-se, agradeceu mentalmente por não ter tropeçado em seus pés, que estavam calçados em saltos finos e altos.

O almoço transcorreu normalmente. Falavam sobre a empresa, o que não era assunto desconhecido para Meg . Acabou descobrindo quem era o seu antecessor e o porquê dele ter deixado o cargo.

Ficou sabendo, também, que Evan começou na empresa como Office boy quando ainda era adolescente, passou a estagiário quando entrou na faculdade e foi, inclusive, o garoto da copiadora que era como ainda era chamado pelo coordenador de TI, e seu melhor amigo, Eduardo.  

A tarde passou como a manhã: agitada. Meg passou a conhecer sua equipe e a entrar e sair de reuniões. Várias vezes, Bia entrou na sala trazendo água e café, o que Meg agradeceu bastante, já que como esteve agitada não conseguiu dormir direito no dia anterior.

No final do dia, não pode evitar pensar em como foi bom conhecer esse lado de conquistas de Evan. Saber que ele não tinha caído de paraquedas em um cargo alto na empresa, mas sim passando por todas as áreas para conhecer o que faziam ali, a fez gostar um pouco mais dele, ou até mesmo admira-lo. No fundo, sabia que esse processo de crescimento tinha sido escolha dele. Qualquer outro em sua posição teria preferido curtir festas e viagens.

Só não sabia que, no dia seguinte, seria apresentada aos bastidores desta escala na empresa. 

Compartilhe

Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *