História (ainda)sem nome. Capítulo 5

oi genteee!!!

Mais um capítulo da história que segue sem nome.

sugestões podem ser dadas! =D

Mas, primeiro, quero fazer um agradecimento especial a Manuela, ou Manú. Ela tem lido os capítulos antes e dado uma revisada básica. E tem sido ótimo os toques que ela tem me dado. ‘Briagadinha Manú!!! =*

Último capítulo aqui .

 

Capítulo 5: Mudanças.

 

Vergonha.

Foi esse sentimento que levou Meg a arrumar suas coisas e sair do hotel no mesmo dia.

Juntar tudo não foi difícil, tinha levado poucas coisas.

Difícil mesmo foi passar os dois dias restantes na casa dos pais.

Não que não gostasse deles, nem dos cuidados de sua mãe (adorava os ovos mexidos, o café…), mas voltar para casa envolveria perguntas que não estava disposta a responder. Ainda.

Passados os primeiros momentos, conseguiu ficar esses dois dias e aproveitou o sossego do interior.

Enquanto tentava esquecer os problemas, ligou para que uma de suas amigas acompanhasse a empresa que estava responsável por sua mudança.

Tinha muita coisa para organizar, além do problema Max, ainda tinha o problema (ou a solução) cidade nova.

Não conseguiria ir até o apartamento dele e recolher as suas coisas enquanto ele ficava vigiando.

Ainda bem que tinha Ana, sua melhor amiga de infância “desde a faculdade”.

Como sabia que teria que mudar-se para outra cidade, Meg já tinha deixado a maioria das coisas arrumadas e encaixotadas. Não tinha muitas coisas, o que ajudava bastante.

Por isso, o trabalho da Ana ficou mais fácil.

Meg já estava a caminho da nova casa. Não sabia como era, já que o imóvel tinha sido providenciado pela sua secretária, Bia, seguindo algumas dicas de como gostava e de quanto podia pagar.

Assim que entrou no apartamento, viu que poderia mandar Bia comprar suas roupas e ela acertaria.

O lugar era lindo, embora pequeno. Meg se sentiu a própria Carrie do seriado sex and the city.

O prédio era antigo e teve seus apartamentos divididos de forma que se encaixavam no conceito de studio.

Mas a parte favorita de Meg, era a janela sofá que dava para a rua. Dali, poderia ver a cidade a noite, como sempre gostou, e as lojinhas com toldos coloridos.

Por sorte, conseguiria arrumar tudo antes de começar a trabalhar.

Foi uma semana puxada fazendo tudo aquilo que Meg não gostava: arrumando e limpando. 

Na segunda feira, primeiro dia ocupando seu novo cargo, escolheu cuidadosamente a roupa que iria usar, arrumou o cabelo, fez a maquiagem leve que já era comum e foi em direção ao novo endereço salvo em seu celular.

A distância era curta e, embora fizesse um pouco de frio, decidiu ir a pé. Queria conhecer as ruas, ver as pessoas.

Quando chegou em frente ao prédio das Organizações Medeiros, ficou impressionada.

É claro que conhecia o prédio por conta das apresentações e intermináveis palestras onde sempre colocavam uma imagem como pano de fundo para os slides.

No entanto, ver aquele prédio em mármore preto erguido em sua frente, dava uma sensação estranha e confortável. Era ali que sempre quis estar desde os tempos da Faculdade.

Ao entrar, viu-se admirando sua imagem no chão que, de tão polido, dispensava espelhos. Mas eles também existiam, assim como quadros e pequenas esculturas em ferro, mármore branco e cobre. Uma mistura perfeita entre novo, moderno e clássico.

A adrenalina do novo percorreu o corpo de Meg e ela esqueceu dos acontecimentos recentes.

Após passar pela recepção e se identificar, pegou o elevador que a levaria até o 17° andar, onde ficava a sua coordenação.

Foi recebida por uma Bia animada. Viu que estava certa quanto a pessoa dona da voz que se acostumou a ouvir ao telefone.

Beatriz ou Bia, como preferia ser chamada, era estudante do curso de secretariado, adorava a profissão que tinha escolhido e Meg sabia, assim que a viu, que ela era competente mesmo.

Bia acompanhou Meg por todo o setor até a sala do diretor financeiro.

 

– Ele também acabou de ser promovido. Antes, ele era o coordenador de processos. Estava na mesma convenção que a Senhora –Bia se recusava a chamar Meg de você, insistia que não era respeitoso chamá-la tão intimamente. Meg se sentia uma velha.

 

Bia continuou tagarelando enquanto mostrava as salas e setores, falava sobre as pessoas que já tinham passado por ali e de como foi difícil na época em que decidiram encarpetar todo o andar.

 

Finalmente pararam em frente a uma porta de madeira com uma placa em metal com a inscrição em letras trabalhadas :

 

E. Medeiros

Diretor Financeiro

 

Bia deu uma leve batida na porta e entrou, deixando Meg por alguns minutos e voltou, abrindo a porta para que ela pudesse entrar.

 

-O Sr Medeiros vai atendê-la agora.

 

A primeira coisa que viu naquela sala em formato retangular, foi a parede de vidro que mostrava toda a cidade.

A segunda foi uma par de olhos escuros, acompanhados de sobrancelhas arqueadas e sorriso surpreso no rosto.

 

–         Você?

 

Meg nunca esqueceria aquele rosto.

Evan estava ali, com as mãos entrelaçadas apoiadas à mesa pelos cotovelos.

Bia não ficou muito contente com aquela expressão. Ela ficou atônita, na verdade. Estava pronta para apresentar a Sra. Alves ao Sr. Medeiros e não para ficar como uma espectadora num jogo de tênis: olhando de um para o outro enquanto se encaravam.

Meg se sentia exatamente como da primeira vez que se encontraram: levemente enjoada.

 

 

 

 

 

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Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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