Eu tenho mania de escrever.

Mas acho que vocês já sabem disso.

Essa semana tive um sonho bem estranho, e desse sonho tive uma ideia pra uma história e comecei a escrever.

Ainda não consegui pensar em um nome pra ela, mas decidi colocar o primeiro capitulo aqui pra vocês. Espero que gostem!

 

Capitulo 1: Como uma calça jeans.

 

– Outro drink, senhorita?

Foi essa pergunta que tirou Meg de seu transe. Quanto tempo tinha ficado ali, parada, com a mão no queixo? Os pés há muito já estavam descalços de seus  Louboutin, que demorou meses de trabalho para poder comprar, apenas com a meia calça preta evitando que ficassem completamente descobertos.

E o cabelo? Esse estava preso num rabo de cavalo bagunçado. Não aquele “bagunçado despojado” como as modelos costumavam usar. Nada disso! Estavam assim porque foi entre soluços e lágrimas de raiva e desconsolo que foram amarrados. O terninho, que tinha escolhido exatamente para aquela ocasião, para a viagem em que seria anunciada a sua promoção, estava amassado, abarrotado e manchado do rímel que escorreu de seus olhos.

-Sim… – respondeu vagamente.

Porque importava saber quantos drinks daquela bebida, que nem sabia mais qual era, havia bebido?

Quando o garçom saiu para preparar sabe-se lá o que estava bebendo, ela conseguiu se ver no espelho que ficava por traz de garrafas coloridas de vodkas, whisky, e tequilas.

Os olhos inchados, a testa franzida e a respiração cortada.

Não era daquela maneira que esperava comemorar um aumento de 50% em seu salário, a transferência para a sede, o novo apartamento e o novo limite do cartão de crédito.

Mas estava agradecia por Max ter esperado o termino da reunião para ligar para ela e dar a derradeira notícia:

“-Alô? Meg?- a voz dele estava baixa e formal. O que era bem estranho.

-oi. – resolveu responder da mesma forma. Ela esperava um “parabéns!!! Você quer casar comigo?!”

– Bom, Meg… a gente precisa conversar. – frase simples. E ela já imaginou que havia acontecido alguma coisa grave com alguém da família. Mas não esperava o que viria a seguir. Seu estomago afundou alguns centímetros.

– Aconteceu alguma coisa Max?- A pergunta foi seguida por um interminável silêncio.

– hãmmm,- mais uma pausa interminável- não-dá-mais,-Meg. “

E foi assim que Max terminou o namoro de cinco anos com Meg. Como se anunciasse que a calça jeans não lhe servia mais. Como se falasse para ela que a gaveta que estava separada para ele, em sua casa, não cabia mais as blusas que havia levado.

Aí, vieram as explicações de praxe: “não é você, sou eu!”, “você não fez nada de errado”, “eu não te traí”. Essa ultima, Meg logo percebeu que era uma mentira deslavada quando a voz dele tremeu bem na parte do ‘não’.

Então, tomou uma decisão bem simples. Desceu até o bar do hotel, pediu uma bebida para o garçom, e quando ele perguntou qual era ela respondeu:

-O mesmo que aquele senhor está bebendo.

Não era assim que os homens faziam nos filmes que costumava ver no cinema e em DVD? Exceto pelas lágrimas que teimaram em cair, óbvio.

Aproveitando o resquício de consciência que ainda tinha, aproveitou o espelho para ver o salão do bar em que estava. E era realmente lindo! Naquela arquitetura antiga que sempre gostou.

O bar era grande, em cores que variavam do marrom escuro da madeira que fazia a maior parte dos detalhes do lugar, ao couro das cadeiras que era de um tom de vinho que ficava entre o totalmente escuro e aquele vinho sangue. Era clássico e todo imponente com aquele lustre enorme sobre uma mesa de jogos. Uma mistura elegante que oscilava entre os bares de Vegas e os salões comuns na Inglaterra.

Se fosse outra ocasião, com certeza estaria admirada com a beleza do lugar e dos frequentadores.

Ela lembrou que tinha separado um vestido preto para uma incursão rápida ao mundo dos abastados que se hospedavam naquele hotel.

Finalmente o garçom havia deixado o drink interrompendo seus pensamentos.

Num impulso, tomou tudo de um só gole, desceu precariamente do banco alto em que estava, pegou seus sapatos, a bolsa e saiu cambaleante até o elevador que a levaria para seu quarto. Completamente imune aos olhares, por vezes enojados ou pesarosos, das mulheres e do divertimento aparente de alguns solteiros.

Conseguiu chegar ao elevador sem esbarrar ou cair em ninguém, o que já era um avanço. Esperava conseguir chegar da mesma forma até o banheiro do seu quarto. Os drinks já começavam a fazer efeito e ela tentava fazer com que o elevador, que estava a alguns passos, parasse de se mexer.

Conseguiu apertar o botão e, após esperar o que pareceu uma noite inteira, ele parou fazendo um barulho irritantemente agudo acompanhado pela voz mecânica que anunciava “1º andar!” como se as pessoas não soubessem onde estavam.

Deu graças a Deus por estar vazio.

Apertou o botão redondo que indicava o 15º andar, encostou-se no metal frio de que era feita a parede do elevador e fechou os olhos buscando algum controle. As portas já iam fechando quando foram interrompidas.

Meg não queria abrir os olhos, mas foi meio que obrigada já que o seu novo companheiro resolveu dar um “boa noite” quando a viu.

Num movimento lento, desencostou a cabeça da parede e abriu os olhos, uma coisa de cada vez, e murmurou um “uhum” como resposta.

Mais “uma noite”, e o elevador parou em seu andar. Meg desceu sem dirigir mais nenhum olhar para seu acompanhante de viagem e, ao ouvir as portas do elevador se fecharem, correu até a porta de seu quarto. Por sorte, conseguiu abri-la na primeira tentativa, correu para o banheiro e, enfim… disse adeus a toda aquela bebida da noite.

 

É isso, espero que tenham gostado dessa primeira parte.  Pretendo manter uma regularidade nas postagens.

ah! lembrem-se que plágio é crime e se quiserem postar em algum lugar é só colocar a fonte, ok?

 

Até o próximo capitulo.

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Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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