Às vezes fico pensando sobre escolhas… Lembro que já falei sobre isso aqui com vocês… Sinceramente não me lembro qual foi o sentimento na época que me fez escrever sobre tal assunto.

Hoje, o sentimento é de desconforto. De pena…

É bem estranho pensar assim.

Infelizmente, escolhi gostar das pessoas. Tento sempre achar uma coisa boa em cada um e raramente digo: não gosto dele(a) por que não fui “com a cara”.

Quando digo que gosto eu gosto mesmo. Me entrego aquela amizade, aquele amor, aquele sentimento de companheirismo e sempre espero que o outro faça a mesma coisa.

Sempre espero que essa troca seja sincera.

No entanto, tenho visto que mais comumente tenho me frustrado.

Parece que as pessoas não se doam mais.

Não são mais sinceras… nem com as pessoas que dizem amar (seja qual for essa espécie de amor).

– sou daquelas que diz que ama os amigos quando de fato esse sentimento existe.

Os valores parecem ter se invertido e tais pessoas funcionam apenas como parasitas: estão a seu lado apenas quando precisam de você, falam apenas o que lhes é conveniente. Vivem de aparência.

Quando penso essas coisas, não sei porque, me lembro de uma passagem de um livro “ o caçador de pipas” que diz mais ou menos assim: ‘que só existe um pecado que é roubar alguém. Quando mentimos, roubamos o direito da outra pessoa saber a verdade’ ”.

Nessa linha, não seria mais fácil simplesmente ser sincero?

Por coisas assim que acredito no bom e velho diálogo. Às vezes, quando há verdade (ou quando há a vontade de que ela exista) ele funciona. Acertam-se os ponteiros e fica tudo “bem”.

Quando essa vontade é superficial, as coisas não funcionam muito bem. É nesse ponto que só lembramos aquilo que nos é conveniente, é ai que começamos a apontar dedos e mostrar defeitos, a distorcer a verdade, a esconder pensamentos, a soltar indiretas julgando o outro incapaz de as interpretar ou mesmo menosprezando a inteligência de quem sabe ser aquela indireta nem tão indireta assim.

É nesse ponto que mostramos do que somos capazes… As vezes manipulamos até a verdade.

Não digo que sou uma santa. Já julguei e julgo, e passo por isso várias vezes ao dia… já soltei indiretas… Mas não costumo “roubar a verdade de ninguém” (ter a memória boa para fatos me ajuda bastante nesse ponto).

Hoje vejo que escolher as pessoas que farão parte de nossa vida não é assim tão simples… na verdade, nunca foi.

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Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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