Vim aqui contar uma historinha pra vocês.

Não é nada bonita. Não para mim…

Ontem, estava na Rodoviária em Brasília. Pegar ônibus naquele lugar não é nada agradável. Sempre tem jovens viciados andando por lá, o lugar parece nunca ter visto uma vassoura na vida, não por falta de funcionários, mas por falta de educação da população mesmo.

Falando em falta de educação, vi um episódio que me deixou meio “boba”…  E é ele que quero contar aqui.

Enquanto esperava meu ônibus chegar, um deficiente visual (vou chamar de João, só para facilitar a narrativa, ok?) chegou até o começo da fila em que eu estava. Nesse local, ficam o inicio de três filas. Numa das pontas tinha uma senhora. João perguntou se o ônibus que ele queria pegar já estava no ponto. A senhora respondeu que Sim. Segundos depois, claramente esperando mais alguma orientação da “informante”, ele perguntou se as pessoas já estavam entrando no ônibus. Mais uma vez ela respondeu: “já disse que sim”. Eu estava umas duas pessoas atrás dele, as pessoas passavam e não faziam absolutamente nada. A senhora que estava em minha frente e eu ajudamos João a subir no ônibus. Enquanto fazíamos isso, ele disse que queria ajuda, pois da última vez que tentou subir sozinho acabou batendo o rosto na porta do ônibus – que é como aquelas de ônibus de viagem que abrem para fora – e como tinha se machucado, decidiu pedir ajuda. Na hora e durante toda a viagem para casa (2 horas de um longo engarrafamento), fiquei pensando na atitude e na pequenez daquela mulher que se negou a ajudar alguém que precisava. Não estou dizendo que sou uma santa ou que esperava que ela fosse a Madre Tereza.

Esperava apenas que as pessoas tivessem um pouquinho mais de boa vontade com os outros. Sejam eles deficientes ou não. Ela não daria mais que dois passos para ajudá-lo a subir no ônibus! Certamente, ela não imagina como é precisar de alguém, não imagina que vá precisar de alguém .

Nessa época do ano em que todos estão mais solícitos, se dizem contagiados pela magia do natal, recontam histórias…

Essas mesmas pessoas esquecem o que É o natal.

O sentido que ele tem ou que deveria ter.

Mas ela estava lá, com os braços carregados de embrulhos e sacolas…

No entanto, se negou a dar uma coisinha que não precisamos comprar, só precisamos alimentar: o amor pelo próximo.14

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Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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