Quando era menor, lembro que tinha vários amigos com quem conversar ou brincar ( é isso que se faz quando se tem 8 ou 10 anos). Amigos do bairro onde morava, da escola, vizinhos…

Mesmo criança, achava meio louco aquelas crianças que diziam ter amigos imaginários e brincavam e conversavam com eles como se fossem “pessoas de verdade”.

Mas, de uns tempos pra cá, acho que acabei caindo na armadilha do amigo invisível.

Talvez seja a vontade que tenho de conversar sobre coisas que não quero conversar.

Confuso, eu sei. Mas quem já não teve esse tipo de pensamento?

E tem mais, esse meu amigo sempre está presente.

Sempre dá bons conselhos

E sempre que o escuto, ele tem uma voz conhecida… uma bem parecida com uma pessoa que convivo a tempo suficiente para reconhecer.

Ele sempre diz o que quero ouvir e, às vezes, surge como o diabinho daqueles de desenhos animados com direito a chifrinhos e tudo.

Não quer meu mal, mas me deixa confusa.

E quando passo por situações embaraçosas, ele surge como um espelho. Ele é meio masoquista…

Tem momentos que o escuto de mais e tem momentos que quero que ele fique calado… mas não adianta. Parece que ele é amigo da minha consciência e sempre concorda com ela.

E parece que tem os mesmos gostos que eu. Lê os mesmos textos e conhece as mesmas pessoas.

Sente com o meu coração.

E não para de me encarar quando olho no espelho.

 

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Sobre o autor

Pseudo Nerd. Canceriana (isso importa?). Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados. Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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