Desde quando nascemos somos informados e treinados (ao menos os cristãos) a crer que Cristo morreu para nos salvar e nos livrar de nossos pecados.Daí surge o primeiro grande ato de perdão.

Deve ser nessa mesma época que surgiu a famosa frase: “errar é humano, perdoar é divino”.

Nossa história é cheia de história de pecadores e de pessoas capazes de perdoar.

Perdoar não é fácil… Ou na verdade, até seja.

Difícil mesmo é esquecer e colocar de lado a mágoa que fica.

Mais uma vez, tomando como alavanca a história bíblica, estamos como estamos pela desobediência de Adão e Eva no paraíso, que pecaram ao comer o fruto proibido. Somos, então, pecadores por herança genética. Mas, se somos mesmo filhos de Deus, somos “perdoadores” * também por herança.

E somo humanos. Suscetíveis a erros, acertos e deslizes e comumente fazemos cada m… ops, cada coisa que nos leva a nos arrepender e a pedir perdão.

Se difícil é perdoar, mais difícil ainda é pedir perdão. Reconhecer o erro. Pedir desculpas.

Se agiram ou agimos com dolo ou culpa, não vem ao caso. Sempre olhamos o efeito de nossas ações sobre os outros e a ação dos outros sobre nós.

No entanto, devemos nos ater a intenção do ato, a vontade.

As vezes erramos por querer proteger, por não querer piorar, por amar, por querer bem.

Ou, de uma forma egocêntrica e egoísta, por não gostar de confusão e de se anular ante ocasiões que mereciam uma ação.

Cada um, cada religião, cada crença, cada filosofia tem a sua forma de conceituar o perdão.Eu não vejo nenhuma como verdade absoluta. Vejo sim, a vontade de cada uma de nos dizer nas entrelinhas que perdoar faz parte e faz bem, tanto para quem perdoa como para quem é perdoado.

Então, pratiquemos o exercício de perdoar, afinal

“Não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.” (William Shakespeare).

*eu sei que esta palavra não existe, mas usei-a assim mesmo.

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Sobre o autor

Pseudo Nerd. Canceriana (isso importa?). Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados. Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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