Não gostava muito de ler. Achava chato, enfadonho e nada divertido. Até que li um livrinho da coleção vagalume. Não me lembro o nome do livro, nem a história. Como li vários da coleção, elas misturam-se em minha cabeça.

Passada a fase desses livrinhos, entrei numa de rebelde sem causa.

Jogava RPG, escutava rock e queria meu quarto pintado de preto. Além de gostar de ler coisas sobre fadas e magos.

E lia Paulo Coelho…

O primeiro livro que li foi “O alquimista” depois li quase todos os outros. Mas este e “O diário de um mago” me marcaram.

Muita gente fala dos livros de Paulo Coelho e que ele não é um bom escritor… preferem Machado de Assis com uma linguagem enfadonha e assuntos antiquados que nem como enredos de novela tornam-se mais atrativos.

Mas, Paulo Coelho tem um diferencial. Ele traz em seus livros ensinamentos que vão além das crenças dele e podem ser interpretados e seguidos por qualquer pessoa, de qualquer crença ou qualquer religião. Para isso, basta um pouco de coragem.

Bom, eu tenho um problema sério: vez ou outra confundo livros e histórias, assim como seus personagens. Como faz anos que li os dois livros que citei, resolvi não tentar lembrar qual deles traz a mensagem que me lembrei hoje enquanto via TV e lia um livro…

Os dois livros falam sobre uma busca pessoal. Uma busca pelo caminho certo ou uma busca pelo que se quer de verdade. São duas jornadas diferentes e ao mesmo tempo repletas de idênticos significados.

Falam sobre almas, sobre ensinamentos do passado e sobre aprendizagem.

A busca pela verdade pessoal. Aquela verdade que afeta o mundo ao redor e as pessoas que fazem parte de um universo mais próximo.

Mas há uma presença constante nessa busca pelo “caminho” que é a presença de um guia. Seja ele humano ou animal, eles tem a mesma função: ajudar a nos encontrar.

É assim na vida fora das páginas numeradas.

Também temos nossos “guias espirituais”. Nossos amigos, nossos familiares que com suas experiências nos ensinam como escolher nosso caminho, ou trilhar um diferente. A encontrar desvios ou escolher quando nos vemos em uma bifurcação.

Somos e temos conselheiros em nossas vidas que passam caminhando ao nosso lado e não damos valor a seus ensinamentos ou mesmo não aprendemos com erros cometidos por eles ou por outros. Isso também é uma forma de ensinar e aprender. Afinal, é pra isso que servem os nossos “neurônios espelho” não servem só para sentir vergonha alheia.

Deveríamos dar mais conselhos, deixando de lado a máxima de que “se fosse bom, não se dava (conselho) vendia-se”. E, por fim, deveríamos escutar com mais atenção o que nossos … guias… nos falam e aprender sem precisar quebrar a cara.

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Sobre o autor

Pseudo Nerd. Canceriana (isso importa?). Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados. Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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