“A solidão é fera/A solidão devora/É amiga das horas…”

Depois de um fim de semana movimentado em que estive cercada por pessoas que gosto e que, arrisco dizer, também gostam da minha presença, eu me vi só!

É estranho como a solidão chega sorrateira… “espia” pela janela… espreme-se pela porta e no momento certo (ao menos para ela) se aloja dentro de nós, ao nosso lado, ao nosso redor.

E tudo que já estava frio, congela. Tudo que estava calmo, fica suspenso (como naquele leite que colocamos muito achocolatado e ao bater, vai tudo para fundo) esperemos apenas o pior acontecer.

Não me entenda mal, eu gosto de ficar sozinha. O que eu não gosto é da solidão… Adoro ficar quieta, lendo alguma revista, livro, vendo um filme, escutando um CD bacana, deitada no chão com as pernas no sofá, como minha irmã fazia…

Mas, e quando essa solidão é imposta? Quando não conseguimos sair dela? Quando não há ninguém ao lado para conversar (ou ficar calados juntos)?

Tudo passa mais lento. O tempo se recusa a ajudar ( e a programação da TV também não colabora)….

“É Prima-irmã do tempo/E faz nossos relógios/Caminharem lentos…”

Quem nunca ouviu  alguém falar que se sente só, mesmo estando cercado por pessoas?
Quem nunca ficou sentado com “amigos”, num lugar agitado e mesmo assim se sentiu isolado, só?

Essa solidão de dentro pra fora…. que cria uma bolha… que custa a passar… que obriga sua presença, seu convívio… que traz angústia… que comprime o coração….

“Causando um descompasso/No meu coração…”

E aliada a solidão, como amiga íntima e inseparável (veja que ironia), vem a tristeza… Aquela que faz você querer coisas, que faz você imaginar as piores situações… que destrói o pouco da esperança que ainda podia lhe restar, que cria as mais perturbadoras imagens mentais…

Ela, a solidão, acaba preenchendo um espaço vazio deixando-o vazio… um território difícil de sair, fácil de entrar, insuportável de se habitar….

É palpável… é abstrata… é um estado… é um sentimento… é dominadora…

“A solidão dos astros/A solidão da lua/A solidão da noite/A solidão da rua…”

(musica: Solidão; autor: Alceu Valença)

 

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Sobre o autor

Pseudo Nerd. Canceriana (isso importa?). Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados. Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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