Adoro ler. Adoro ir a uma livraria e ficar rondando, folheando, descobrindo livros bacanas. Isso geralmente acontece quando estou esperando dar a hora de entrar na sala do cinema. Eu e minha fiel escudeira (ou seria eu a dela? Enfim…), minha irmã, sempre fazemos o mesmo ritual: chegamos cedo, compramos o ingresso e vamos a livraria que tem no shopping. E numa dessas idas a livraria, vimos um livro que muito nos interessou já que reunia nossas duas paixões: livros e filmes. O nome do livro: “1001 filmes para ver antes de morrer”. O titulo não é muito legal. Parece que quando completarmos a “saga” proposta iremos cair duras no chão, mas mesmo assim, o levamos para casa.

Ele traz muitas dicas bacanas… é dividido em décadas. Traz um resumo do filme, dados, curiosidades. Traz aqueles clássicos do cinema mudo, como os de Charlie Chaplin, e vai colocando os que o autor indica como indispensáveis. Pois bem… folheando o livro, dispensamos vários deles com medo de morrer ao ver todos hehehe .

Eu, particularmente, fiquei curiosa para ver alguns desses filmes antigos, como bonequinha de luxo, my fair lady e Cantando na chuva.

Bom, vi Cantando na chuva esse fim de semana e vou colocar aqui a minha opinião sobre o filme.Vamos lá?

Muita gente confunde o nome do filme… não, não é “dançando’ na chuva, é Cantando mesmo.

O filme traz a história que é mais ou menos assim: dois atores, Don Lockwood e Lina Lamont,  de grande sucesso do cinema mudo, são “obrigados” a se adaptar as inovações do cinema falado. O único problema é que Lina Lamont,  atriz principal do longa que está sendo filmado, tem a voz estranha e uma outra aspirante a atriz, Kathy Selden, é levada a gravar o áudio das cenas para que Lina  duble. Inicia-se ai um triangulo amoroso, como não poderia deixar de ser.

É bem interessante ver a dificuldade dos produtores, atores, diretores tendo que lidar com o novo, que é unir a voz às cenas (com os poucos recursos tecnológicos da época não acho que fuja muito do retratado no filme).

O filme traz inúmeras cenas de sapateado, canto e tem até uma pitada de comédia.

Mas o que mais gosto nesses filmes antigos, são os atores: os homens clássicos, galantes, cantores e dançarinos “natos” e mulheres baixas, de corpo saudável, pernas musculosas (pelo sapateado) e rostos rechonchudos.

Em alguns momentos, as cenas de dança são bem longas, cansativas de ver e em muitas delas, para mim, ficam sem contexto no filme (como a última cena de dança de Don Lockwood em que ele mostra a dificuldade de um jovem ator ao chegar em Holywood). Mas, não posso deixar de falar na cena clássica em que Gene Kelly dança com seu guarda-chuva, na chuva. (sério? Hehehe) e é impossível não ficar com a música na cabeça e ficar murmurando “I’m singing in the rain…” algum tempo depois do filme acabar.

No entanto, creio que esse estranhamento ao filme, mesmo tendo adorado, vem da diferença do contexto dos filmes de hoje com os do passado.

O veredicto é: Vejam o filme! Vale muito a pena!!!

Sobre o autor

Pseudo Nerd.
Canceriana (isso importa?).
Adoro escrever e ler. Viciada em filmes e seriados.
Conhecida por sentir as coisas alem do necessário.

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